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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

ENSINO COM EXCELÊNCIA

O ENSINO BÍBLICO

O ensino, no âmbito da igreja, surge devido à necessidade de fazer com que os novos crentes amadureçam espiritualmente e tenham uma vida espiritual sadia.

O ensino bíblico é uma das ordenanças de Cristo contidas na grande comissão. Tanto no AT, como no NT, vemos exemplos do ensino da Palavra de Deus: No Antigo Testamento Moisés ensinou a lei aos filhos de Israel e durante muitos anos eles permaneceram fiéis aos ensinamentos recebidos. No Novo Testamento vemos o próprio Senhor Jesus, o maior dos mestres, ensinando com autoridade a Palavra de Deus. O exemplo do Senhor Jesus foi seguido pelos apóstolos, que continuaram com o ensino da Palavra de Deus, principalmente através das Epístolas.

Quando falamos de ensino, percebemos que essa palavra pode assumir vários sentidos:

Fazer Conhecer: Aqui vemos aquele que é o primeiro princípio básico do ensino: fazer com que as pessoas conheçam o que antes não conheciam. Os apóstolos utilizaram este modo de ensino, fizeram com que as pessoas conhecessem o real significado das profecias do AT, e da Lei de Moisés, e a relação que tinham com o advento do Messias. É papel daquele que ensina fazer com que o ensinado passe a conhecer o que antes não sabia e, principalmente, que efeito terá esse novo conhecimento em sua vida.

Fazer Compreender: Aqui vemos um outro sentido da palavra ensino; quando ensinamos precisamos fazer com que as pessoas compreendam aquilo que nos propusemos a ensinar. Jesus utilizou eficazmente este método quando interpretava a Lei de maneira simples, revelando ao povo o verdadeiro sentido desta. Podemos dizer que este é o passo seguinte ao “fazer conhecer”. É preciso, além de conhecer, saber como “funciona”.

Causar Mudança: Este é o principal sentido do ensino bíblico; causar mudança de atitude na vida dos ouvintes. Paulo cria que através do seu ensino haveria mudança na vida dos seus destinatários. Quando ensinamos, temos que procurar atingir este sentido da palavra “ensino”; causar mudanças positivas nos receptores da mensagem.

O objetivo primário do ensino bíblico na Igreja Primitiva era fazer com que os novos crentes amadurecessem espiritualmente e fossem verdadeiros “ministros” para outras vidas.

O MÉTODO DO ENSINO

Para que possamos alcançar os resultados que esperamos, é necessário que tenhamos uma metodologia correta. Vejamos então o método básico para o ensino:

Determinar alvos: Se não tivermos um alvo pré-estabelecido para o nosso ensino dificilmente ele será satisfatório; com certeza não alcançaremos o resultado esperado. Existem dois elementos básicos para que possamos determinar o alvo: a matéria bíblica a ser ensinada e as necessidades dos alunos. Existem, no ensino, três tipos de alvo:

1. Alvos gerais, de longo prazo: são dois os objetivos dos alvos gerais - levar o povo a tornar-se maduro espiritualmente e a ser ganhador de almas.
2. Alvos para indivíduos e classes: são baseados na matéria e na necessidade do aluno, ou da classe. O ensinador deve ter a sensibilidade de perceber qual o nível do ensino que precisa transmitir.
3. Alvos para lições individuais: cada lição deve ter apenas um alvo principal, isso facilita o ensino, e também a compreensão dos alunos.

O que a Bíblia ensina? (coletar a matéria): Depois que determinamos o alvo, precisamos averiguar o que a Bíblia ensina sobre a matéria. Não podemos nos esquecer de que a Bíblia é a bússola do cristão, é a nossa fonte primeira de consulta, e a corte final de apelação.

O que aprendi? (coletar a matéria): Nessa parte do preparo do nosso ensino procuramos relembrar tudo o que sabemos sobre o assunto que nos propusemos a ensinar. É a maneira de reunir o conhecimento anterior, e a experiência vivida dentro do tema, para enriquecer o nosso ensino.

Dispor em ordem a matéria: (Planejar uma série) Essa parte do método do ensino é o planejamento de como nossa aula será ministrada. Uma das formas que podem ser utilizadas é o planejamento de uma série de estudos que poderá estender-se por várias aulas. É uma maneira interessante de aprofundar-se no assunto e motivar os alunos a não perder a seqüência do ensino.

Dispor em ordem a matéria: (Partes de um plano de aula): As partes do plano de aula são semelhantes ao esboço que utilizamos na pregação, como vimos, anteriormente:

1. Introdução;
2. Corpo;
3. Conclusão.


Comunicar a Mensagem: Para comunicarmos a nossa aula com eficácia precisamos cumprir alguns requisitos:

1. Seguir o plano estabelecido;
2. Comunicação clara e relevante;
3. Escolher qual o método de aula que vamos utilizar: método da preleção, Método de Perguntas e Respostas, Debates, Grupos de Estudo e etc.

 REPRODUZIDO COM A AUTORIZAÇÃO DO AUTOR


Ev. Fabio Magalhães – São Paulo
Setor 36 – Vila Rio Branco
Para convites e consultorias:
http://evfabiomagalhaes.blogspot.com; consultoria_ministerial@yahoo.com.br

terça-feira, 26 de junho de 2012

CARTA A UM AMIGO EUROPEU, junho de 1908

                                           Carta fictícia com trechos históricos verídicos

Prezado amigo Keith,

Paz do Senhor Jesus seja contigo! Muito me alegrei em estar no lançamento de seu célebre livro. Creio que será um marco para a apologia cristã e ajudará, principalmente, os professores, alunos da Escola Dominical e obreiros, que já enfrentam o relativismo e ceticismo para com o Cristianismo.

Tenho ouvido falar que a Europa está se distanciando da fé cristã e sua pena tem incomodado alguns pensadores contrários ao pensamento cristão. É triste ver o berço do Evangelho enfrentar tamanhas mudanças e contradições. O que será de nós daqui a 100 anos? Será que o Evangelho sobreviverá neste século 20? Seu livro demonstra algo maravilhoso e que todo cristão deve ter como âncora da alma – a suficiência da fé cristã para dar sentido à existência humana. Tento imaginar você, meu querido amigo, perante o apóstolo Paulo. Vocês teriam muito por conversar. Seria inigualável tal encontro!

Tenho acompanhado alguns célebres escritores e pensadores como García Márquez, Hemingway e T. S. Eliot elogiarem seu pensamento e destreza de suas palavras. Vejo sua influência nas palavras destes homens. Por esses dias, até Gandhi se mostrou influenciado por seu pensamento e defesa de fé.

Vejo que sua jornada revelada nesta bela obra vem trazer um facho de luz para as mentes futuras. Confesso que me preocupo com a igreja e como esta enfrentará a promiscuidade sexual, o relativismo, a deterioração da família e dos relacionamentos. Se você me permitir, gostaria de saber mais sobre seus debates com alguns céticos e ateus como Bertrand Russell, H.G. Wells e George Bernard Shaw.

Confesso que muitos de nós, também, vivemos um conflito antigo que Lutero, John Wesley e outros grandes homens de Deus viveram, como ser intelectual sem perder a fé. Fé e razão podem crescer juntas, sem causarem desvios e heresias? Poderíamos falar disso um pouco mais em nosso próximo encontro.

Fico alegre de ver que ainda há homens que não se envergonham da fé cristã e podem, mediante as teorias e filosofias, exaltarem a fé que há em Cristo Jesus. Fico triste quando descubro que seminaristas, antes crentes e com uma vida devocional sadia, se desviaram da fé dando ouvidos às doutrinas de teólogos liberais, que não têm um mínimo de preocupação em ganhar almas para o Reino de Cristo.

Findo esta carta, dizendo que nós, professores e estudiosos da Bíblia, precisamos de um renovo perene e genuíno do Espírito Santo para não deixarmos uma das conquistas originais e forte da igreja – o ensino bíblico promovido pela Escola Dominical com o objetivo da estruturação da fé cristã.

Minhas sinceras lembranças e saudações aos seus.

Natanael Lima - São Paulo, SP

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Venha Participar do 4º Simpósio da EBD!


Ainda dá tempo de fazer a inscrição! O seminário é extensivo não somente aos professores, mas aos alunos, secretários e a todos que frequentam e querem melhorar a Escola Bíblica Dominical.

Valor da Inscrição: R$20,00 - material, refeição e certificado.

Maiores informações: nat28@uol.com.br.


Natanael Lima.